Breve postarei alguns vídeos das apresentações.
INTRODUÇÃO
Paulo
Freire num momento de grande inspiração preconizou que [...] a leitura do mundo precede a leitura das
palavras, (Freire:1996). Como são verazes essas assertivas. Tendemos a nos
encantar com aquilo que já conhecemos, que faz parte do nosso contexto.
Pensando
nisso, surgiu a ideia de explorar o gênero crônicas, por ser uma modalidade que
pode-se tratar de quase todos os assuntos. Almeja-se também, estimular o gosto
pela leitura e pela escrita, a partir de leituras instigantes e prazerosas que
esse gênero proporciona.
Para
Mario Prata “ a crônica tem uma vantagem sobre tudo e todos: tudo dá crônica.
Tudo. E sua característica: quanto mais você escreve sobre o nada, mais você
atinge o tudo.” Sob esta ótica pretende-se incentivar a formação de cronistas
mirins, que atue no mundo de uma forma ímpar a partir da proposta sugerida.
Por
ser um gênero literário leve e curto, a
crônica é a porta de entrada ideal para os alunos, cujo habito de leitura mais
longa ainda não foi desenvolvido. Trabalhar com esse gênero é uma chance para
estimulá-los a ler. Para isso, serão realizadas atividades diversas que
corroborem para tal efetivação.
FUNDAMENTAÇÃO
TEÓRICA
A leitura é um dos meios mais
eficazes de desenvolvimento sistemático da linguagem, e diante da paradoxal
deficiência de formação específica para as questões relativas à sua
complexidade e problemática é que Viana (1999,p.5) escreveu:
Ler e escrever são atos
indissociáveis. Só mesmo quem tem o hábito da leitura é capaz de escrever sem
muita dificuldade. A leitura (...) permite-nos refletir sobre as idéias e
formular nossa própria opinião.
Sendo assim, consideramos de importante
relevância o papel da escrita como prática social e cultural, pois permitem aos
homens, a conservação dos conhecimentos produzidos por eles, enquanto que a
prática da leitura os conduzirá às reflexões e questionamentos das coisas que
fazem parte do mundo, e conseqüentemente de nossas vidas.
Pode-se
questionar se o uso constante das diversas tecnologias visuais e auditivas (sem
desmerecer a sua importância) não nos leva a uma acomodação e desinteresse pela
leitura/escrita, já que muitos de nós preferem sentar-se confortavelmente e
assistir a um tele-jornal, a ler a todo um jornal, procurando analisar com
discernimento o que está escrito nas entrelinhas e etc., da realidade que nos
são apresentadas.
Ledir (2001, p.12), foi muito feliz ao
preconizar que:
Como se
não bastassem, os costumes sociais também aboliram a escrita. O cidadão moderno
passa anos sem escrever (...) até mesmo os cartões postais de felicitações,
etc., estão prontos no mercado, bastando assiná-los (...) o próprio espírito do
homem moderno conspira contra a prática da escrita. Estamos sempre com pressa
(...) a maioria dos nossos alunos passam anos sem ler uma obra de ficção, ou
mesmo de história, etc.
Temos consciência que aprendemos a
escrever a partir do que lemos e é nesse contexto que o professor de Língua
Portuguesa (não só ele como os demais) precisam despertar nos alunos esse interesse pela leitura, seja em forma de textos (não só
os didáticos), imagens, sons, poemas e etc., mas de maneira prazerosa e sem
cobranças avaliativas posteriores.
A
leitura deve ser trabalhada de forma que
leve em consideração as estratégias de leitura e as habilidades
lingüísticas.
Agora, com esse pressuposto
de deslocar-se o objetivo da simples aplicação de conteúdos programáticos para
uma reflexão sobre esses objetivos e estratégias, poderemos chegar ao poema.
Para Rubem Braga:
“A
crônica não é literatura, e sim subproduto da literatura, e está fora do
propósito do jornal. A crônica é subliteratura que o cronista. O cronista é um
desajustado usa para desabafar perante os leitores, sem dar a eles oportunidade
para que rebatam qualquer afirmativa publicada. A única informação que a
crônica transmite é a de que o respectivo autor sofre de neurose profunda e
precisa desoprimir-se. Tal informação, de cunho puramente pessoal, não
interessa ao público, e portanto deve ser suprimido”.
Rubem
Braga utiliza-se de uma linguagem poética para falar do quão prazeroso é a
produção desse gênero. Isso porque características atuais do gênero, não estão
ligadas somente ao desenvolvimento da imprensa. Também estão intimamente
relacionadas às transformações sociais e à valorização da história social, isto
é, da história que considera importantes os movimentos de todas as classes
sociais e não só os das grandes figuras políticas ou militares. No registro da
história social, assim como na escrita das crônicas, um dos objetivos é mostrar
a grandiosidade e a singularidade dos acontecimentos miúdos do cotidiano.
Segundo Rubem Alves,
A escola tem dois objetivos:
O primeiro é dar ferramentas para vivermos, como aprender a caçar. (...) a
somar, diminuir. São enfim, saberes que precisamos para sobreviver. O segundo
diz respeito a aquelas coisas que não servem para nada, mas nos dão prazer. São
elas cantar, ler poesia, ouvir música, (...)”.
Acreditamos que o poeta ao
expressar-se assim, corrobora com nossa convicção de que o texto poético não
deve vir como pretexto para outras interpretações que não as dele próprio. Ou
seja, uma leitura prazerosa que possa propiciar aos educandos um conhecimento
novo, intrínseco, capaz de despertar emoções e atitudes favoráveis a um bom
relacionamento com a vida e conseqüentemente com as pessoas.
Enfim, diante das contribuições que
o trabalho com crônicas pode desempenhar, far-se-á um trabalho sistemático para
que se possa ampliar o vocabulário dos educandos, aprimorar na produção
textual, com coesão e coerência e consequentemente, a uma escrita mais
elaborada. E a tudo isso, o professor deve estar atento para, só então,
conhecedor de grau de dificuldade dos alunos, reverem seus conceitos.
OBJETIVO
GERAL:
v Aplicar
o projeto de leitura no decorrer da unidade com abordagem de conteúdos
linguísticos a partir de leitura e
interpretação de crônicas.
OBJETIVOS
ESPECÍFICOS:
v Conhecer
e valorizar as diferentes variedades do português por meio de leituras de
diversos textos e discussões;
v Conhecer
o gênero: Crônicas;
v Pesquisar
biografia de diversos cronistas: Rubem Alves, Pedro Bial, Luís Fernando
Veríssimo, Fernando Sabino dentre outros.
v Ler
crônicas de diversos tipos: crítica, lírica, humorística;
v Reconhecer
características básicas da crônica, gênero que pode tratar de praticamente
qualquer tema, desde que relacionado ao cotidiano do cronista e do leitor;
v Relacionar
crônicas à charges, gênero que também é publicado em jornais e revistas;
v Escrever
crônicas a partir de um tema selecionado pelo próprio aluno;
v Estudar
as orações subordinadas substantivas a partir de leituras de crônicas.
v Identificar
orações subordinadas substantivas.
CONTEÚDOS:
v Gênero
textual: Crônicas;
v Biografias
dos cronistas: Rubem Alves, Pedro Bial, Luís Fernando Veríssimo, Fernando
Sabino dentre outros.
v Variantes
linguísticas orais;
v A
crônica e seu estilo.
v A
crônica política;
v A
crônica nos blogs;
v Vocabulário
v Ortografia
v Período
Simples e Composto por coordenação e subordinação
v Orações
Subordinadas Substantivas;
ESTRATÉGIAS:
v Aulas
expositivas;
v Leitura
e análise de crônicas de autores reconhecidos;
v Abordagem
dos conteúdos com base nas leituras e produções textuais;
v Propostas
de pesquisas de crônicas em livros, revistas, internet;
v Utilização
de filmes e músicas para explorar os conteúdos de forma contextualiza.
v Confecção
de painéis partindo de atividades e temas dirigidos;
v Produções
de crônicas;
v Atividades
de leitura silenciosa e em voz alta de diferentes tipos de textos;
v Apresentações
e dramatizações na culminância do projeto.
CRITÉRIOS
E INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO:
A avaliação é uma ação de extrema
relevância posto que nos dá subsídios para analisarmos se a proposta almejada
foi alcançada ou não. Diante disso, vê-se a necessidade dessa prática ser
realizada em todo o decorrer do projeto, para que,caso haja necessidade de
reformulação de atividades ou discussões, isso ocorra sem prejudicar o processo
ensino-aprendizagem. Por isso, em toda a aplicação desse projeto serão
analisados os seguintes aspectos:
CULMINÂNCIA:
Para
encerramento desse projeto será realizado o “ Sarau do Médici” no qual os
alunos farão apresentações:
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS:
BRASIL. Ministério da Educação e do
Desporto. Parâmetros Curriculares
Nacionais: Língua Portuguesa. Brasília: MEC/SEF, 1997.
CEREJA, William Roberto. Português: linguagens, 8º ano / William
Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 5ª ed. Reform. – São Paulo: Atual,
2009.
OLIVEIRA,
Gabriela Rodella, Flávio Nigro Rodrigues, João Campos Rocha Português: A arte da palavra, 9º ano,São
Paulo:Editora AJS Ltda, 2009.
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